segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Como uma derrota pode ser doce para Corinthians?

“Eu vou ficar parado. Eu vou ficar parado.”Foi nítido perceber o que Felipe disse para Elias.
O goleiro do Corinthians avisava antes da cobrança de pênalti de Léo Moura. Antes ele havia dito que nem queria ficar no gol. E o goleiro ficou parado. A bola passou a 60 centímetros do seu braço direito.

O protesto do goleiro contra a marcação do pênalti foi incompreensível. Não houve paradinha, não houve nada. As reações foram as mais variadas.

O presidente Andres Sanches disse que houve paradinha e Felipe não soube o que fazer.
Em Recife, após a vitória sofrida diante do Sport, os jogadores do Inter insinuavam uma vingança pelo rebaixamento em 2007.

De acordo com eles, Felipe teria dito na época que o Internacional não se esforçou contra o Goiás e prejudicou o Corinthians. Seria o troco do goleiro. Mano Menezes no vestiário dizia que poderia conversar com ele para saber o que havia se passado. Poderia.No jornal O Fiel, jornal oficial, criado pelo Corinthians, a manchete não poderia ser mais direta.“Doce derrota”, se referindo ao jogo contra o Flamengo.

Quando uma publicação oficial, de algum clube do mundo, classificou como ‘doce’ perder um jogo?
Com o resultado, o Corinthians contribuiu demais para que seus rivais São Paulo e Palmeiras ficassem longe da disputa do título. Tudo o que aconteceu não foi doce. Foi surreal, absurdo.
Principalmente triste. E pior pensar que inúmeros torcedores pagaram R$ 800 para colocarem suas fotos na camisa dos jogadores que entraram em campo contra o Flamengo. Quem gostaria de ter sua imagem ligada a essa doce derrota corintiana?