segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gremistas fazem campanha na internet para que time facilite a vida do Flamengo

Considerada uma das maiores do futebol brasileiro, a rivalidade entre Grêmio e Inter (a ordem alfabética foi respeitada) ganha mais um capítulo. Após a rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro, uma situação nada agradável se desenhou para os colorados.

Na vice-liderança, com 62 pontos, o time ainda tem chances de ser campeão. No entanto, precisa de um tropeço doFlamengo, que tem 64, na última rodada. Nada demais numa competição tão disputada, a não ser por um detalhe gigantesco.

O adversário do Rubro-Negro no momento decisivo será o Tricolor gaúcho. Em resumo: além de derrotar o Santo André, o Inter tem que torcer pelo maior rival. Diante deste cenário, os gremistas se mobilizam na internet. A campanha “Grêmio entrega” começou neste domingo com um turbilhão de ironias e ideias no Orkut e no Twitter. No site de relacionamentos, uma comunidade com o mesmo nome foi criada e tem quase 700 participantes.

Na comunidade Grêmio FBPA (Oficial), com mais de 500 mil membros, foram publicadas mais de 1.500 mensagens desde o fim dos jogos da penúltima rodada. A ironia se faz presente em todas elas. O membro Gremista ADM faz uma ameaça ao próprio time caso este não facilite o trabalho do Fla.

“Cancelar título de sócio, não comprar mais produtos do Grêmio, espalhar faixas pelo Rio Grande do Sul com frases como direção omissa e incompetente, não ir mais aos jogos e não apoiar mais” – escreveu o internauta. Além do tom irônico, a criatividade e o bom humor não faltam.

Uma proposta nada decente dos tricolores também foi feita aos colorados para o jogo do próximo domingo, no Beira-Rio. “Se todos os colorados forem ao jogo contra o Santo André com a camisa do Grêmio e cantarem o hino do Imortal Tricolor, nós iremos com força máxima contra o Flamengo”.

Na semana passada, a diretoria do Grêmio acenou com a possibilidade de antecipar as férias dos jogadores após a penúltima rodada. Ágeis, os torcedores assumiram a função do técnico Marcelo Rospide e já escalaram o time que vai entrar no campo do Maracanã. Detalhe: são todos jogadores do time sub-12 do Tricolor gaúcho.

Ney Franco é o preferido da diretoria para assumir o Vasco em 2010

Após o anúncio da saída do técnico Dorival Júnior, na última sexta-feira, a diretoria do Vasco partiu em busca de um novo treinador para comandar a equipe em 2010. O nome preferido pelos dirigentes após boas referências dadas pelo capitão Carlos Alberto é o de Ney Franco, atualmente no Coritiba. Nesta segunda-feira, após a penúltima rodada da Série A, o clube vai tentar um contato com o comandante do Coxa, que luta para permanecer na elite.

Ney Franco já comandou o Flamengo e o Botafogo, onde conheceu o meia Carlos Alberto. Na ocasião, o jogador teve ótimas atuações com a camisa do time alvinegro.

O que pesa para o nome de Ney Franco ser o preferido dos dirigentes é que o treinador tem um perfil parecido com o de Dorival Júnior. O comandante do Coxa costuma ter um excelente diálogo com os seus jogadores e isso é uma característica que agrada ao diretor-executivo Rodrigo Caetano.

A expectativa é de que o nome do novo treinador seja divulgado de forma oficial até a próxima sexta-feira.

Saiba os dez motivos que afastaram o São Paulo do título

O São Paulo tem poucas chances de concretizar o sonho de ser heptacampeão brasileiro neste ano. Uma série de fatores prejudicou a campanha tricolor em relação ao vitorioso torneio de 2008. Confira dez razões para a queda:

1 - Instabilidade emocionalNa reta final do torneio, o São Paulo ficou sem vários jogadores punidos pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Na partida contra o Grêmio, o time teve três expulsos. No jogo diante do Vitória, Hugo e André Dias se desentenderam e trocaram até tapas em campo.

2- Rogério CeniO goleiro teve uma de suas piores temporadas da carreira. Além de não ter sido brilhante no gol, chegou a completar, em outubro, um ano sem marcar. Ceni sofreu três lesões que atrapalharam sua temporada: duas musculares e uma fratura no tornozelo, todas ocorridas no primeiro semestre.

3 - Troca de técnicoApesar de o trabalho de Ricardo Gomes ter sido elogiado no Morumbi, a saída de Muricy Ramalho, que estava há mais de três anos no cargo, certamente mexeu com o time. Por conhecer o elenco, o antigo técnico poderia ter obtido os dois pontos que garantiriam à equipe uma maior chance de chegar ao hepta.

4 - Piora no ataque e na defesaA queda de rendimento do time não foi isolada. Houve piora no ataque e na defesa. Nos 38 jogos do Campeonato Brasileiro de 2008, o time fez 66 gols e tomou apenas 36. Em 37 partidas até aqui no torneio atual, foram 53 gols marcados e 42 sofridos.

5 - Desempenho no MorumbiEm 2008, o São Paulo obteve 14 vitórias, quatro empates e uma derrota jogando em casa. Neste campeonato, são até aqui 11 vitórias, seis empates e uma derrota. Se repetisse a campanha no estádio do Morumbi, o Tricolor tinha tudo para ser hepta.

6 - Hernanes acordou tarde demaisEleito craque do Brasileirão em 2008, o volante chegou até a ficar no banco de reservas durante esta temporada. Com um primeiro semestre decepcionante, Hernanes derrubou a produtividade de todo o time. Quando acordou e voltou a jogar bem, já era tarde para o Tricolor abrir uma diferença confortável na ponta.

7 - Mudanças no setor ofensivo Dagoberto e Borges. Dagoberto e Washington. Borges e Washington. Tudo foi tentado. Hugo e Marlos também tiveram suas chances, sem agradar. Durante todo o ano, o ataque tricolor não conseguiu se entrosar como na temporada passada.

8 - Queda na hora de decidir As equipes tricolores campeãs nos anos anteriores cresceram nas últimas rodadas do Brasileirão, mas a desta temporada perdeu dois jogos na reta final, para Botafogo e Goiás.

9 - Continuar dependendo da bola aérea Apesar de permanecer como um ponto forte da equipe, as bolas cruzadas na área já não funcionam como em anos passados. Muito dependente dos gols de cabeça, o Tricolor enfrentou adversários mais espertos com essa jogada.

10 - Reclamações internasOs atacantes Borges, Washington e Hugo reclamaram algumas vezes por se sentirem injustiçados na escalação, mas nenhum deles agradou de verdade.

Como uma derrota pode ser doce para Corinthians?

“Eu vou ficar parado. Eu vou ficar parado.”Foi nítido perceber o que Felipe disse para Elias.
O goleiro do Corinthians avisava antes da cobrança de pênalti de Léo Moura. Antes ele havia dito que nem queria ficar no gol. E o goleiro ficou parado. A bola passou a 60 centímetros do seu braço direito.

O protesto do goleiro contra a marcação do pênalti foi incompreensível. Não houve paradinha, não houve nada. As reações foram as mais variadas.

O presidente Andres Sanches disse que houve paradinha e Felipe não soube o que fazer.
Em Recife, após a vitória sofrida diante do Sport, os jogadores do Inter insinuavam uma vingança pelo rebaixamento em 2007.

De acordo com eles, Felipe teria dito na época que o Internacional não se esforçou contra o Goiás e prejudicou o Corinthians. Seria o troco do goleiro. Mano Menezes no vestiário dizia que poderia conversar com ele para saber o que havia se passado. Poderia.No jornal O Fiel, jornal oficial, criado pelo Corinthians, a manchete não poderia ser mais direta.“Doce derrota”, se referindo ao jogo contra o Flamengo.

Quando uma publicação oficial, de algum clube do mundo, classificou como ‘doce’ perder um jogo?
Com o resultado, o Corinthians contribuiu demais para que seus rivais São Paulo e Palmeiras ficassem longe da disputa do título. Tudo o que aconteceu não foi doce. Foi surreal, absurdo.
Principalmente triste. E pior pensar que inúmeros torcedores pagaram R$ 800 para colocarem suas fotos na camisa dos jogadores que entraram em campo contra o Flamengo. Quem gostaria de ter sua imagem ligada a essa doce derrota corintiana?